Decorated Grey Christmas Tree

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A Invenção das Asas

Sarah Grimké fez 11 anos, foi-lhe oferecida uma escrava ,Hetty ou Handful, um ano mais nova, mas com uma compleição muito franzina. Sarah não gostou, achou mal 'ser dona' de outra pessoa. Foi ao escritório do pai e tentou escrever uma alforria , a libertar Hetty dos seus serviços...

Mais uma história sobre a escravatura no sul dos States. A autora escreveu um género de diário, digamos, que me convenceu de início, mas no decorrer do livro, a história e as personagens não evoluiram, pelo contário, eram mais 'afoitas de início' e fraquejaram ao longo do livro. Sarah foi uma desistente e Hetty com as suas ideias de liberdade também não fez muito. Entre viver escrava ou morrer, eu preferia morrer.
Não entendi a amizade entre Sarah e Hetty, a autora não foi explícita. A obra foi bem encaminhada, bem conduzida, mas a espera do leitor pela tão desejada abolição da escravatura nunca aconteceu. Tal como disse anteriormente, começou bem mas terminou mal. Não entendi por que é que a mãe de Hetty se foi embora, esteve desaparecida cerca de 15 anos e não deu notícias à filha, que tinha 11 anos na altura do desaparecimento. Charlotte, ( mãe de Hetty) era uma rebelde, adorava a filha, e no entanto arriscou a vida dela e da filha para se ir encontrar e deitar com outro escravo, na cidade??????? Foi por amar tanto a sua filha que desapareceu certamente, e nunca deu notícias.

Sarah, foi uma mulher fraca e cobarde, desistiu de quase tudo, só depois dos 30 anos é que tentou fazer algo de útil pelos escravos, o que até aí nunca aconteceu, apesar das suas palavras de insurreição. 

Outra coisa que também não me convenceu, foi Hetty, que com apenas 10 anos falava e portava-se como uma adulta, o seu comportamento era adulto assim como o vocabulário??? O final do livro, foi quando realmente o leitor diz para si: 'agora sim...agora é que a ação vai começar'. Mas acabou assim, num cliff hanger. 3.5 estrelas

sábado, 28 de novembro de 2015

O Gigante Gentil GGG


A pequena Sofia, dormia descansada na sua cama do orfanato, quando de repente ouve um som que a despertou, assustou-se, foi espreitar à janela e viu um gigante, um homem enorme e assustador. Sofia escondeu-se atrás a cama, mas o gigante viu-a , enfia o braço pela janela e leva-a no bolso...

Uma história infantil, não achei que Dahl estivesse no seu melhor. As palavras inventadas, (o gigante não sabia falar), não ajudaram NADA a história. A escrita também não é cativante e a trama é aborrecida.  3 estrelas

A Casa de Bonecas


Um casal de turistas passeia alegremente por uma praia deserta, de repente ouvem gritos, os filhos descobriram o cadáver de uma jovem semi enterrado na areia.
Chamam a polícia, e a detetive Helen Grace toma conta do caso. O corpo já estaria enterrado há vários anos, depois de descobrirem a identidade da jovem, concluiram que não havia sido dada como desaparecida. 

Uma excelente leitura, muito bem estruturada e elaborada. Não  há um momento de tédio, assim por dizer, as surpresas sucedem-se, e o autor mantém o factor suspense até ao fim. O tema foi muito bem explorado , os personagens são bastante realistas. A escrita não é magnífica, mas é muito apelativa. 4 estrelas

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Silver Eve

Evie Carew é uma curandeira experiente apesar dos tenros 17 anos. Depois que a sua aldeia foi atacada por Troths, e o seu noivo selvaticamente morto por aquelas criaturas, Evie saiu de Merith, desejava morrer. No caminho para nenhures, Evie encontra um homem, um vagabundo, um vidente. Este dá-lhe várias pistas sobre o futuro próximo, Evie é muito curiosa, não sabe o que fazer, decide fazer uma invocação de um feitiço, mas esse feitiço é obscuro, não deveria ser invocado, Evie chamou a morte e destruição, sem saber....

A sinopse é muito resumida e não parece grande coisa, mas é uma leitura fabulosa. A escrita é magnífica e a história faz lembrar os tempos aureos de Juliet Marillier. A autora faz uma progressão da trama fenomenal. Apesar de ser um YA, a escritora tem bem presentes os valores do ser humano e explora-os em várias vertentes. A evolução da personagem principal é brutal, as descrições fantásticas são de alto nível , a estrutra da história é das mais bem conseguidas. Um história fantástica, fantasticamente contada. 4.5 estrelas 

P.S. ficou num cliff hanger

sábado, 21 de novembro de 2015

Joyland

Devin Jones, universitário de 20 anos, vai trabalhar  durante as férias, para um parque de diversões: Joyland. Sempre gostou de feiras e agora vai juntar o útil ao agradável. Por lá faz duas grandes amizades, Erin e Tom. Fascinado pela 'lenda' do comboio fantasma. Ali mesmo, naquele parque, naquele comboio, um serial killer matou Linda Gray. Há quem veja o seu fantasma, Tom viu-a


Não foi uma leitura excecional, pois na 1º parte do livro nada acontece. O tal clima de terror  'a la King' aqui não se verifica, pois é suposto ser um thriller. A escrita é simples mas bem conseguida, (valem os 30 anos de experiência) mas a trama foi mal explorada. Só nas últimas páginas do livro é que tudo acontece, portanto, o leitor lê mais de 200 páginas sem interesse, o interessante só no fim mesmo. 

A estrutura ainda que simples foi de algum modo bem conseguida, bem articulada, mas, imo, deveria ter sido mais 'espalhada' no decorrer da história, o autor foi muito lento no desenvolvimento da trama e o leitor perde algum interesse. Gostei (claro) do final, e da maneira como tudo aconteceu, foi bem engendrado. Gostei de todos os personagens, mesmo os 'maus da fita'. Não foi King no seu melhor. 4 estrelas.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Vidas Roubadas

Heidi Wood vê uma adolescente na estação de comboio, está suja e parece esfomeada. A adolescente traz uma bébé ao colo, Heidi resolve levá-las para casa.
Chris o marido, e Zoe a filha de 12 anos, não gostam de ter uma estranha e uma bébé em casa, estão desconfiados.O tempo vai passando e Heidi parece decidida a não entregar a jovem e a bébé à segurança social.

Uma história monótona e sem ação, a verdadeira história é contada pela jovem, e nos entretantos a trama arrasta-se sem qualquer interesse. A partir do momento em que a jovem Wilow (Grace) descreve o que tem vestido, (o que acontece antes do meio do livro), o leitor percebe tudo, não há twists nem surpresas, é tudo muito previsível. A autora não foi original, o tema é já muito 'batido', tendo já sido explorado por centenas de escritores. A escrita é correta. 2 estrelas pela história- 3 estrelas pela escrita, portanto 2.5 estrelas

sábado, 14 de novembro de 2015

Tower of Thorns

Blackthorne e Grim, vão até Bann, pois foi solicitada a presença desta mulher sábia, para tentar pôr um fim a uma maldição que assolava a vila em questão...um monstro uivante. Gostava de vos poder  contar mais, mas não há, é só isto.

O que posso dizer???' Não gostei, detesto os personagens, um livro que deixa qualquer um com uma enorme depressão. A escrita é bonita, como todos sabemos, mas a história não vale nada. Grim , um gigante atrasado  mental, que segue Blackthorne como um cão e não tem vontade própria.  Blackthorne, uma mulher sábia sempre azeda e mal disposta, sem um pingo de bondade ou gentileza para com ninguém. Faz o faz porque fez um trato com um 'fey'. A estrutura é fraca, a autora repete-se vezes sem conta, com a tal vingança a Mathuin, o homem que matou a famíla de Blackthorne , parecendo quase obssessiva. Um daqueles livros, que o leitor já está a adivinhar o desfecho, pois um dos personagens conta a história da tal maldição. Não há romance, não há ação, somente gente azeda e mal disposta, mesmo os personagens secundários, enfim, o pior livro da autora. 3 estrelas pela escrita, senão, seriam 2 estrelas.

Shadow and Bone

A nação de Ravka, foi outrora uma linda região, mas agora está envolta na Dobra, uma mancha negra de destruição e criaturas malditas, que matam quem por lá passa.

Alina Starkov, uma jovem orfã é desajeitada, não tem jeito para nada. Ela e Mal ,seu amigo de infância) são militares, estão estacionados  perto da Dobra e são atacados, sem saber como Alina demonstra um poder fabuloso e salva Mal...isto vale-lhe um 'bilhete' para se tornar Grisha, a elite dos mágicos, liderada por Darkling.


Uma história bonita, com personagens muito simpáticos. A escrita é agradável, mas não magnífica. Pelo meio, a leitura  torna-se repetitiva e infantil , a história perde um pouco o interesse, mas o fim tem um twist interessante e certamente que vou ler os livros seguintes. Um livro que pode ser lido quando nos sentimos tristes ou mal dispostos, pois a escrita é bonita e as descrições são muito bem conseguidas. 3.5 estrelas.

The Invasion of the Tearling

O reino de Tearling prepara-se para a guerra com a rainha vermelha, a feiticeira. Esta possui um exército poderoso e sofisticado, o reino de Tear não possui nada, apenas um punhado de homens com algum treino de guerra. 

Os 3 traidores que tentaram matar a rainha Kelsea, foram condenados à forca. No dia da execução, a populaça junta-se na praça para assistir ao acontecimento. Dois morreram com o 'laço' no pescoço, mas o 3 , o que exportava as jaulas de escravos, teve um tratamento especial, Kelsea, sem lhe tocar e com um poder imenso devido às duas safiras deixadas por sua mãe, começa por lhe rebentar com as entranhas, deixando-o a boiar no seu próprio sangue. A multidão exulta, Kelsea é Poderosa, pode salvar o reino....

O tempo vai passando, o exército negro aproxima-se, Kelsea tem visões, entra em transe, Kelsea já não é Kelsea, é Lily, do passado, que é futuro. O mundo melhor é um passado no futuro...( pois eu sei, é mesmo para não entenderem).


Foi uma leitura EXCECIONAL. A autora deu continuação ao livro anterior, que já estava num patamar muitíssimo alto, e conseguiu a proeza de aumentar esse patamar. Uma escrita magnífica, uma trama ao mais alto nível, com mil e uma coisas a acontecer ao mesmo tempo. Uma história fantástica, com personagens igualmente fantásticos, e com várias surpresas de tirar a respiração. A história é original e fabulosa, e eu não posso adiantar mais nada, qualquer coisa que eu possa dizer, vai estragar a riqueza deste livro. Ao 1º dei 5 estrelas, a este daria 7 ou mais. Foi Fenomenal

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sky Key

Neste segundo livro, os jogadores têm  que  alcançar a Chave do Céu, está com os Harrapeanos, é a filha de Shari. Uma vez alcançada a Chave da terra ,que se encontra na posse de Sara e Jago, os outros jogadores pretendem matar estes dois para assim ficarem na posse das duas chaves. Mas An Liu o shang, não morreu, sobreviveu ao tiro que levou na cabeça, pois tinha uma placa de metal. An Liu é um psicopata, vai deitar tudo a perder, carrega um video para o youtube, com as caras dos jogadores, e faz um apelo mundial, para que eles  sejam mortos ele inclusivé, só assim o jogo pára e a Terra sobrevive.

Uma grande leitura, com um ritmo alucinante, e bem estruturada, ou não fosse um jogo. Os personagens cresceram bastante neste 2º livro e os twists são fabulosos. Ou seja, aqui nada é o que parece. A escrita  é demasiado descritiva, e por vezes o leitor pensa que está a ler as instruções de um jogo e não um livro, tem demasiado calão, demasiadas obscenidades, que eram perfeitamente dispensáveis. Vou tornar a dizer, não se pode escrever como se fala. Ainda assim, aprende-se imenso e os autores dão-nos a sua versão dos inícios dos tempos.  Gostei bastante ,4 estrelas